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uma imagem

Cláudia garcia fez esta imagem no Parque da Cidade. Quando vi me remeteu imediatament ao universo que estamos trabalhando, o “fairy tale”, os frutos, as sombras e luzes, a floresta….pedi para postar no blog.

ainda os passarinhos, as estrelas, o amor… numa versão séc XXI

enquete

O que caracteriza alguma coisa ou alguém como feminina/o?

“Isto não é isto e, no entanto, finalmente, é isto mesmo. A montanha não é montanha e a água não é água, mas também a montanha não deixa de ser montanha e a água de ser água, por que aos olhos do sábio, isto não está mais atolado em seu “isto”, mas tampouco é outra coisa: livre de todo exclusivismo nem por isso se confunde com o resto, mas se desdobra em sua plenitude. Não projetando mais nele nehuma grade que o encerre e o enrijeça, descobrimo-lo como tal, enfim, descobrimo-lo em seu assim (e se dissipa a oposição entre o “é assim” e o “não é assim”.”

Um sábio não tem idéia, François Julien

Que são ideogramas? De que maneira um ideograma chinês transmite o seu significado? Por que cada ideograma é um sinal, um signo ou símbolo que representa um ou vários significados e conceitos?

A escrita chinesa era, no início, quatro mil anos atrás, constituída principalmente de pictogramas – desenhos simplificados ou abstraídos de objetos, animais e outros seres concretos, facilmente identificáveis. Mas não demorou muito tempo os chineses perceberam que, usando a combinação de dois sinais, podiam-se gerar outras idéias ou significados. Assim, novos ideogramas foram criados.

Um signo não se limita a uma palavra, mas freqüentemente representa vários significados e esses são mutáveis, de acordo com a sua combinação com outros ideogramas ou mesmo com o contexto. Isto é, um ideograma simples pode servir como um dos componentes de outro ideograma mais complexo.

Por exemplo, dois sinais pictográficos de árvore formam o ideograma de floresta e, combinando os signos de homem e de palavras, cria-se o ideograma que significa acreditar ou crer. Para se representar a idéia de “brilho” (明), o grafema combina os das idéias “sol” (日) e “lua” (月). Com a complexidade e variedade de objetos a serem nomeados, muitos acabam sendo designados por mais de um logograma, de modo que os caracteres postos um ao lado do outro geram um novo significado. Por exemplo, a palavra “computador” (電腦) é representada com as palavras “eletricidade” (電) e “cérebro” (腦). O conceito de “inquietude” ou “inquieto” é representado pelos ideogramas “cavalo” e “pulga”.

O chinês é também uma língua tonal e as línguas romanas (inglês, francês) são atonais. O tom ou a curva da entoação pode alterar completamente uma denotação de um sílaba. Por exemplo, o som “ma” é representado por vários caracteres chineses diferentes. Pronunciado no primeiro tom, pode significar “mãe”. No segundo tom (”má”), pode significar “dormente”. No terceiro tom (”m?”), é cavalo. E no quarto (”mà”), significa xingar. Portanto o tom é uma característica própria do chinês.

(Texto encontrado na Internet)

passarinhos, natureza, voz fina, amor, amor, amor…… we will live each day in springtime!!!

close to you

morreu de anorexia aos 33 anos…

outro, próprio

Mudança de rumo nas diretrizes iniciais: o solo que seria o “original”, o meu, vai ser o último a se configurar. Ele vai aparecendo aos poucos nos encontros com Marcela e João, no que não é absorvido por eles, nas brechas do trabalho com cada um deles, onde me percebo na diferença, no avesso do que não sou eu,  nas sobras, no que só interessa a mim, no que me é próprio como expressão artística. Gosto de pensar que um dos recortes de feminino que fisgamos para trabalhar, “o se definir em relação”, aparece aqui também, não como tema, mas como dinâmica da colaboração que estrutura o projeto. Porque é trabalhando com eles, outras identidades,  que me defino mais claramente neste trabalho, seja como intérprete, seja como coreógrafa. As 3 identidades artísticas são muito distintas, mas se encontram em mim, no meu corpo. Será que as diferenças vão ser visíveis no final, ou vão sucumbir na minha subjetividade de intérprete?

desafio

o desafio de ocupar um novo lugar na construção de um trabalho, o lugar do intérprete, a insegurança de estar exposto em cena. o desafio de criar em parceria, novas parcerias: as diferenças, os malentendidos, o confronto de metodologias, a descoberta dos interesses comuns, a busca das afinidades. o desafio de dar materialidade a um tema, não servir ao tema, deixar que ele nos sirva. o desafio de ter que mostrar o processo, qual recorte, a necessidade da construção prematura, o desejo de não sucumbir às expectativas de fora X o desejo de mostrar alguma coisa interessante. o desafio de lidar com as circunstâncias da vida, o calor insuportável, as férias e o Carnaval, as doenças, a família, ter que ganhar dinheiro,  conciliar todas as demandas.

Hoje é sexta-feira, dia… dia 15 de Janeiro de 2010… é… a gente tá aqui, no espaço sesc… pra… ensaiando… Pra minha filha … é… esse projeto é um projeto da Dani Lima… esse projeto foi feito pra o Itaú cultural e ele consiste na seguinte coisa: ele consiste num solo… cada um de nós escolhe uma parte… disso que a Dani tá fazendo e a gente vai construir uma… uma outra coisa. Esse projeto,  é um projeto  que se propõe a discutir… é… a falar algo em torno do feminino. Acho que por enquanto a idéia é afastar o feminino da idé..da da noção de sexo, de gênero, e aproximar… de alguma coisa que… que não se encontra… palavras pra dizer, que…. que sai pelo ouvido, uma fala que.. sai.. que entra, uma fala que entra pelo ouvido…. uma fala que… que escuta, que recebe, que se deixa invadir, uma fala que fala mas não discursa, uma fala que… que se vê …..não clara, pastosa  … uma fala que…. que derrapa, que oscila, que tropeça, que duvida, que pergunta… que pergunta? Quais são as perguntas?…… Fala… dentro, fala dentro, fala dentro, faladentro faladentro, fala por baixo, fala sob, fala… fecha o olho… fecha o olho…ouve… ouve, espera… ouve… espera……………………………………………. tem que falar, me disseram que tem que falar… eu ouvi que tinha que dizer… que tinha que… explicar… que tinha que… afirmar que tinha que… que tinha que que tinha que que tinha que que tinha aqui que que tinha aqui?   O que que do… o que que… o que que desse feminino é… tá em mim? O que que eu vejo, o que que eu percebo? Por… por que que é importante… é… olhar sobre isso, pra isso agora? Vontade de… vontade de expressar tudo que eu sinto que eu não sei o que é direito que eu sinto que tá ligado a ter tido filho, uma filha… é… que a gente aprende a ser menina, aprende a ser mulher e… e… e vai adquirindo um monte de valores que você não sabe se são seus mesmo, mas você adquire e de repente você quer mais do que tudo corresponder e, coisas como… desejo de proteger, de ser protegido, desejo de esperar que alguém… faça alguma coisa por você, é… desejo de amar e ser amado, e achar que o amor pode bastar, desejo de… é… poder depender… é… é… o lugar desse discurso que fica sem palavras, que fica todo perdido, que não sabe se expressar direito e, e que, por isso não acha seu espaço… Hoje começou a segunda semana de trabalho.  Eu tava lendo ontem que o Lacan quando dava aula pra… pra os alunos dele, ele perguntava: “de onde o senhor fala? Então, de onde eu vejo o feminino? Acho que eu quero criar uma história de ficção… I Agora a gente ta numa sala mais fria, eu coloquei a camiseta da marcela, eu sempre esqueço de trazer o casaco, to sentindo dor na lombar, a gente ta trabalhando sobre os textos…. e… me lembrei que… das regras do jogo e… e fico pensando no que escrever. V. de vitória… paz e amor… 2. Marcela, eu,… a cadeira e o computador, os dois autofalantes… relação amorosa, as……. as …… as árvores daqui (desmontar uma árvore de natal), que eu to vendo, são amendoeiras, altas, e parecem pinheiros porque ela… elas tem várias camadas, assim… elas se organizam mais ou menos como pinheiros… me lembro da árvore de natal, que eu acabei de desmontar… me dou conta que a gente ta em janeiro, que o ano ta começando, que a gente tem 40 dias pra…  É um projeto… o vir a ser… o protótipo… o desejo… as expectativas… querer fazer… querer saber… querer resolver… querer explicar… querer gostar… querer ter prazer… querer… Então é… deveria ser… a feitura de três solos… três encontros… pra vir a ser… alguma coisa… que fale de feminino, mas ao mesmo tempo eu acho que o feminino não se fala… mas não importa a gente vai ter que arranjar um jeito… de falar sobre algo que não se diz… eu gostaria muito de ter … é…vontades mais … exteriores a mim mesma, e elas são sempre muito interiores e eu queria fugir dessa idéia de interior, queria …. ir proutro lugar, queria fazer um discurso que não fosse na primeira pessoa mas eu to sempre …. e é uma …  um vicio meu eu, … to sentada, de pernas cruzadas em frente ao computador a cadeira ta na minha frente ela apóia o computador eu olho pela janela, eu vejo dois prédios, três prédios, quatro prédios, 3 … amendoeiras… o chão é cinza, o chão é frio, agora eu não sinto frio, é… um projeto que prevê 3 encontros: A Dani com a Dani (vou começar de novo) O Ponto de partida desse projeto é (vou começar de novo)Somos 3 (ainda…mais uma vez) Palavras-chave, tags do projeto: O feminino, Dani Lima, minha filha, João Saldanha, Marcela Levi, Itaú Cultural, ovo, peruca, pin ups, pipilotti rist, louise bourgeois, pitch shift, Mathew Barney, escrita automática, La Ribot, beckett, not i, what?, seria possível um discurso feminino? Julia Kristeva, medo de perder, curvas, fibras, bordados…  E eu fico pensando nisso… o espaço do… do buraco… do que não é, que não é  o que preenche o buraco, mas o buraco, o próprio buraco, o avesso, o .. o molde, ah, a relação, é…  esse projeto consiste na seguinte coisa: eu preciso olhar alguém… observar… ver o que que… nesse alguém… aonde eu existo nesse alguém… aonde… eu olho pra esse alguém, nem eu mato esse alguém… nem esse alguém me mata… é um projeto… pra filha dela… é…. é estranho pq a gente só consegue falar até agora. Todos os dias horas aqui pra tentar que… a gente pare de dizer e que alguma coisa diga pra gente, que a gente pare de querer e que a gente já fique… querida, que a gente pare de… uma coisa importante nesse projeto, é que a gente consiga até o dia… na primeira semana de março, que a gente possa mostrar um processo. Vai aí a pergunta: o que que é mostrar um processo? Um processo… como é que se pode mostrar um processo se a pessoa não tava aqui vivendo esse processo todo? Então a gente faz o que, a gente faz um histórico? A gente faz uma invenção? A gente pode mentir, ninguém tava aqui. me lembrei agora de… dum… dum vídeo de um cara que fica sapateando em torno de um buraco, e ele vai sapateando em torno desse buraco e o buraco vai ficando cada vez maior até que ele cai nesse buraco ele cai, cai, cai, cai, cai e afunda, pq embaixo tem mar e ele chega no fundo do mar e continua sapateando. Cliquei lá: feminino, caí em banheiro feminino, celular cor-de-rosa, nuns depoimentos pessoais, num lugar lá não sei o que centro não sei o quê da mulher, achei tudo uma chatice. Porque tem que ser tão melado, tão interior, tanto sentir coisas, tanta fofura e comunhão com a natureza? Vi um parto ontem no youtube e Lembrei do meu medico que gosta tanto de cesariana, cortar a pele em 7 camadas com bisturi as vezes pode até parecer menos violento do que aquela buceta se dilatando, rasgando  pra dar passagem a uma cabeça, aquela força descomunal para expulsar de dentro de si. Por que que tem que ser tão dolorido?  “tears drops”, velocidade do pensamento, atravessamentos, associações, disjunções, ir indo sem saber muito bem pra onde, quem conta um conto acrescenta um ponto, se deixar levar, se deixar invadir e ter prazer com isso, prazer com, ser com, cerco, abrir o cerco………….sair para passear, contar uma história, falar entre uma distração e outra, eu outro, se ver dois, não se ver, se perder, volta, vem pra casa, fica comigo, a mamãe precisa de você,  fale com ela, te cuido, te limpo logo existo, logo não, depois, sem lógica, trançado, trança, balança, desliza e vai escorrega pra…